Durante o mês de outubro, destaca-se a campanha de prevenção e conscientização sobre o câncer de mama. A doença atingiu aproximadamente 73.610 novos casos entre os anos de 2023 e 2025, de acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Neste cenário, existem diversos fatores de risco associados à doença, reforçando a importância da prevenção. Ao BNews, a Dra. Marilea Souza, médica gastroenterologista do Hospital Santo Amaro e maratonista, reforçou os principais indicativos.
“Os principais fatores de risco para o câncer de mama incluem idade avançada, história familiar, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo”, declarou.
A profissional explica como hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de exercícios, contribuem na prevenção da doença. “Hábitos saudáveis ajudam muito na prevenção do câncer de mama e de outros tipos de tumores, além de prevenir doenças crônicas como diabetes, hipertensão etc”, refletiu.
A doutora reforça os principais pilares de uma vida saudável:
- Alimentação equilibrada reduz inflamação e excesso de peso, fatores ligados ao câncer
- Exercícios regulares controlam hormônios e fortalecem o sistema imunológico;
- Fazer os exames preventivos como mamografia e uso de mama periodicamente, se tem história familiar de câncer de mama precisa verificar cuidados adicionais de controle e prevenção.
A médica gastroenterologista ainda explica a importância do diagnóstico precoce e quais exames são mais indicados. “O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura do câncer de mama, podendo chegar a até 90% quando descoberto em estágios iniciais”, declarou.
Confira os exames:
- A partir dos 40 anos: mamografia anual;
- Antes dos 40, só se houver risco alto (como histórico familiar ou mutações genéticas), com exames personalizados, como ultrassom e ressonância;
- Consulta periódica ao ginecologista que vai orientar de forma individual os exames a depender da classificação de risco;
- Autoexame para detecção de nódulos na mama.
A profissional finalizou informando como o histórico familiar é um indicativo de risco. “O histórico familiar é um dos maiores indicativos de risco para câncer de mama. Porém, vale informar que cerca de apenas 5 a 10% dos casos são genéticos, ligados a mutações hereditárias, como BRCA1 e BRCA2. A maioria dos casos está relacionada a fatores não genéticos como obesidade, tabagismo, alcoolismo e sedentarismo”, acrescentou.
“O mais importante é atuar de forma preventiva sobre os fatores de risco modificáveis: não ao tabagismo, não ao sedentarismo, não à obesidade, não ao uso indiscriminado de hormônios sem indicação médica , fazer os exames periodicamente com base na idade e fatores de risco”, concluiu.