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Ministro da Saúde classifica sanção dos EUA a brasileiros como “absurda” e chama Trump de “inimigo da saúde”

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou duramente a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar os vistos de dois profissionais brasileiros ligados ao programa Mais Médicos. Durante inauguração de uma nova etapa da fábrica de hemoderivados da Hemobrás, em Pernambuco, nesta terça-feira (14), Padilha chamou o ex-presidente norte-americano Donald Trump de “inimigo da saúde” e acusou seu governo de perseguir pesquisadores e prejudicar iniciativas globais de saúde pública.

Ataques à saúde global
Padilha citou uma série de medidas adotadas por Trump que, segundo ele, prejudicaram a saúde mundial, como cortes de recursos para produção de vacinas nos EUA e a retirada de financiamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estamos enfrentando não só o tarifaço. Estamos enfrentando a figura do presidente atual dos EUA, um inimigo da saúde. Antes das tarifas, desde o começo do governo dele, a cada momento, ele faz ataques à saúde do mundo como um todo”, afirmou. O ministro também destacou que muitos pesquisadores estão deixando os EUA devido ao que chamou de “perseguição do negacionismo da extrema direita”.

O governo dos EUA revogou os vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, e do ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, acusando-os de cumplicidade com o “trabalho forçado do governo cubano” durante a implementação do Mais Médicos. Padilha classificou a medida como “absurda” e declarou apoio aos profissionais. “Tenho orgulho do que vocês fizeram. Tenho orgulho da luta de vocês”, disse, destacando que o programa hoje conta com mais de 28 mil médicos, 95% deles brasileiros.

Mozart Sales, um dos sancionados, defendeu o Mais Médicos em suas redes sociais, lembrando que a iniciativa melhorou o acesso à saúde em regiões carentes. “Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica de saúde e mãos fraternas a quem mais precisava. Diminuiu dores, sofrimentos e mortes”, escreveu. Padilha reforçou que o programa “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja” e destacou seu papel na formação de novos médicos no Brasil.

A sanção ocorre em meio a tensões entre os governos brasileiro e norte-americano sobre cooperação em saúde. Padilha afirmou que o Brasil continuará investindo em iniciativas como a Hemobrás e a Fiocruz, atraindo pesquisadores internacionais. O ministro também reiterou o compromisso com políticas públicas de saúde, mesmo diante de críticas externas. “Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência”, concluiu.

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