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Na Sombra do Poder: Calote à Vista

Calote à Vista
Na Bahia do axé e das estrelas de(cadentes), o verão já pipoca nas redes sociais com as festas caseiras de Praia do Forte. Nos bastidores, uma produtora veterana em calotes afia as garras para fazer novas vítimas no litoral. Apostas à boca miúda surgem para saber quais serão as três maiores quebradeiras com no réveillon. Os fornecedores, com faturas em punho, fingem otimismo enquanto o burburinho ecoa na Linha Verde. Ela, a mestra do golpe, já tem o roteiro certo. Já bateu na porta de uma grande produtora nacional, mas teve as portas fechadas. Agora está na iminência de fechar contrato com parceiras locais. Se o trade não abrir o olho a tempo, a Na Sombra do Poder vai ter que voltar ao assunto após o réveillon para lembrar deste aviso.

O ursinho de Bruno
O cantor e compositor Manno Góes deu uma volta pelo Pelourinho e fez um comentário nada elogioso sobre a decoração natalina: “cafonice”. Manno destacou na postagem, posteriormente apagada do Instagram, que “a cafonice da ‘desdecoração’ de Natal do Centro Histórico de Salvador é o mau gosto do mau gosto”. Dentre as fotos elencadas pelo músico, uma imagem de urso minimamente deslocada do contexto natalino. Será que confundiram o Bom Velhinho com um Ursinho carinhoso?

Essência no ar
Algo na bela Madre de Deus não está cheirando bem. O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) e também o Ministério Público, tanto o federal quanto o estadual, estão averiguando uma caminhão de denúncias sobre irregularidades em contratos sobre coleta de lixo. Não adianta querer jogar a poeira para debaixo do tapete, pois a essência do chorume é sentida a léguas.

Tucano em extinção?
Há menos de um ano das eleições de 2026, governistas e oposicionistas já se movimentam para formar uma chapa forte para o pleito. Enquanto o grupo da situação PT e PSD vem mantendo o protagonismo, na oposição existe uma troca na aliança do Carlismo. O PSDB baiano parece estar sendo afetado pela crise pela qual passa o partido e quase não vem sendo citado na composição da chapa oposicionista. Enquanto isso, o bolsonarismo vem ocupando a vaga que até então era tucana na preferência do Carlismo.

Nada de racha
O senador Angelo Coronel desmentiu os boatos de que estaria insatisfeito com a indicação de Otto Filho para a vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). Em entrevista ao Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3 FM), Coronel afastou os rumores sobre o rompimento com o presidente do PSD na Bahia e seu colega de parlamento Otto Alencar. Para ele, as notícias não passam de “intrigas”.

Oposição acordou?
Será que a oposição na Alba finalmente acordou de um sono profundo e deixou de dizer amém ao governo? A sessão de segunda-feira (1°) pode ter sido uma indicação disso. Na tentativa de atrasar a aprovação de mais um pedido de empréstimo do governo Jerônimo Rodrigues – já são 22 – os membros da minoria fizeram uma forte obstrução. Por conta disso, a referida sessão só acabou perto das 23h, durando quase oito horas. Apesar de todo o esforço e críticas, o empréstimo foi aprovado. Nos resta observar se o ímpeto da oposição vai continuar.

Ideia controversa
De quem foi a ideia de colocar o governador Jerônimo Rodrigues para apresentar os primeiros vagões do Veículos Leve Sobre Trilhos (VLT) em plena Avenida Paralela, às 7h da manhã de uma quinta-feira? Entendemos a importância do modal para a história da mobilidade em Salvador e que é necessário mostrar a conquista para a população, mas não podia ser feito em outro momento ou em outro local? O evento gerou um engarrafamento gigantesco, ainda maior que os congestionamentos habituais nesse horário. Somado a isso, a imprensa foi pega de surpresa com o aviso de pauta disparado somente na noite anterior. Estranho, hein?!

Fórmula secreta do sigilo Toffoli
Exatamente no dia em que Davi Alcolumbre adiou a sabatina do Messias, o ministro Dias Toffoli resolveu jogar um sigilo total em cima do processo envolvendo o Banco Master. Pra quem não lembra, o irmão do senador, Josiel Alcolumbre, faz parte do conselho fiscal do fundo de previdência dos servidores do Amapá, e esse mesmo fundo aplicou uma bolada pesada em títulos do Banco Master. Pois bem, a defesa do Daniel Vorcaro, dono do banco, pediu para o STF tirar o processo da primeira instância. O argumento? Que tem um contrato de imóvel citado na investigação que envolve o deputado João Carlos Bacelar (PL/BA) e, por causa disso, o caso teria que subir direto pro Supremo. A perguntando que fica é: o que será que tem nesses autos que não pode nem chegar perto?

Sem tesão
Que o nome de ACM Neto é o mais cotado da direita para disputar o Governo do Estado, isso todo mundo já sabe… Agora, será que o nome do ex-prefeito de Salvador tem o apoio de políticos de direita? Parece que não. Nos bastidores, algumas pessoas têm pavor do vice-presidente do União Brasil; para outro grupo, o político é alguém que “não dá tesão” nem de ver, nem de ouvir. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Efeito Michelle 1
Aliados do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ligaram o sinal de alerta após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) conseguir interromper as tratativas do partido no Ceará para apoiar o ex-ministro Ciro Gomes. O tucano já dava como certo o apoio do partido com maior tempo de TV e fundo eleitoral, mas uma fala explosiva de Michelle implodiu o arranjo costurado em terras cearenses, ainda que, supostamente com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Efeito Michelle 2
O alerta acendeu principalmente devido ao histórico de críticas do ex-prefeito da capital a Jair Bolsonaro. Pode haver, nessa posição de Michelle, uma indesejada fagulha por alianças integralmente bolsonaristas do PL nos estados. Na Bahia, membros do PL torcem o nariz para o apoio do partido a ACM Neto, pois sabem que o ex-gestor da capital dificilmente daria palanque a Bolsonaro (se ele estivesse livre e elegível) ou a alguém que carregue integralmente as bandeiras do bolsonarismo. Esta ala do PL vibrou com a reviravolta criada por Michelle no Ceará e torce para que a oposição ao neo-tucano Ciro Gomes também ganhe corpo na Bahia.

Farinha pouca, meu pirão primeiro
Sente a paz desse lugar (ou será que não). Os bastidores do Partido Liberal (PL) na Bahia estão pegando fogo. O motivo? As insatisfações com o presidente da legenda estadual, João Roma, se intensificam cada vez mais. Por outro lado, o bolsonarista tem se distanciado cada vez mais de polêmicas, ficando em silêncio e evitando a imprensa. Há pessoas que já manifestaram que deixarão o barco em busca de novos rumos. O que será da legenda bolsonarista em 2026?

Idosos em falta?
O evento realizado pelo PL baiano voltado para o público com mais de 60 anos não conseguiu muito apoio. Marcado para a última sexta-feira (28), à noite, não deve ter sido fácil competir com os botecos do Rio Vermelho (o evento ocorreu em um hotel da região). Na plateia, basicamente assessores de políticos e alguns pré-candidatos que foram arrastados para lá na última hora. Quando percebeu que a adesão estava digna de reunião de condomínio, João Roma correu para convidar outros políticos dois dias antes, mas em dia de Black Friday, boteco e acarajé, cerveja e Dinha, ficou complicado. Flopou.

Vixe…
O “final feliz” do projeto que visa restringir eventos na Barra/Ondina parece estar muito distante. Nas últimas semanas, a proposta vem sendo debatida de forma minuciosa dentro da Câmara Municipal de Salvador, mas sem conseguir agradar a todos. Há um receio por parte dos vereadores de causar prejuízos e decisões que possam causar dor de cabeça em um futuro (muito) próximo. Por outro lado, há quem diga que os edis estão preocupados com os interesses privados. Será que está faltando diálogo sobre o tema entre os pares?

Eleição quente para vaga no TRE-BA
A disputa pela vaga de desembargadores titular do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) promete esquentar o cenário político-judiciário e ser o primeiro grande teste de força para o ciclo eleitoral do próximo ano.
O embate está se desenhando como um clássico de bastidores, colocando em lados opostos os desembargadores Julio Travessa e Mauricio Kertzman.

Segurança do Voto e os “Urubus”
Travessa não perdeu tempo e começou sua campanha com um discurso de ataque direto ao sistema. O desembargador já se manifestou publicamente pedindo mudanças no sistema de votação para garantir mais segurança ao pleito. Seu objetivo é evitar que “urubus” fiquem a fiscalizar o voto alheio na rotunda do Tribunal, numa crítica velada ao que ele considera ser um ambiente de pressão e monitoramento político dentro da Corte.

Elixir da Juventude
A “fonte da juventude judicial” é o segredo mais antigo e eficaz nos bastidores do Tribunal de Justiça da Bahia. A prática de magistrados alterarem a própria data de nascimento por meio de decisão judicial para adiar a aposentadoria compulsória aos 75 anos foi imortalizada por uma provocação irônica do ex-governador ACM ao desembargador Mário Albiani, que fez escola.

Essa manobra, que além de garantir privilégios emperra a fila de promoções, teve como bons alunos o desembargador Luiz Fernando Lima e, mais recentemente, Aracy Lima Borges, que ganhou cinco anos ao mudar seu registro de 1949 para 1954, desfrutando das benesses do poder.

Agora, o truque volta ao centro das atenções. Uma desembargadora, cujo nome é uma sugestão irônica do local onde deveriam estar os fraudadores (pense em “grades”…), está na iminência de se aposentar compulsoriamente e já se movimenta intensamente nos corredores para seguir o manual do rejuvenescimento.

A corte baiana assiste à nova tentativa de driblar o limite de idade, e a pergunta que ecoa na “Sombra do Poder” é se o Judiciário e os órgãos de controle permitirão que a última cartada desse “elixir” seja dada sem questionamentos, adiando mais uma vez a ida definitiva para casa.

Filho feio não tem pai
A máxima popular de que “filho feio não tem pai” está sendo vivida à flor da pele nos bastidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A polêmica envolvendo a contratação do BRB (Banco de Brasília) em 2021 e o posterior contrato de consignação com o Banco Master virou um verdadeiro empurra-empurra na Corte, onde ninguém quer assumir a responsabilidade pelas decisões que geraram a crise.

Silêncio ensurdecedor
O TJBA se transformou em uma arena de descarte de responsabilidades. Tanto a questionável contratação do BRB em 2021 quanto o atual contrato de consignação com o Banco Master — que despertam sérias dúvidas sobre a transparência e legalidade das operações — são tratados como “órfãos”. A presidência atual e as gestões anteriores do Tribunal trocam olhares de lado, numa tentativa clara de diluir a culpa e evitar o desgaste de assumir a autoria dessas decisões financeiras controversas.

O que agrava a situação é a postura institucional do TJBA. O Tribunal não teve a coragem de responder diretamente aos questionamentos do BNews sobre a legalidade da licitação que firmou o contrato com o BRB. Além disso, a Corte manteve um silêncio eloquente sobre o servidor que atua como fiscal do contrato, mas que estaria, na verdade, em desvio de função — uma irregularidade que lança mais uma sombra sobre a gestão e a fiscalização dos acordos milionários.

Na prática, o Judiciário baiano demonstra que, quando o negócio é lucrativo e não gera escândalos, há sempre um pai para o “filho bonito”; mas, no momento em que as polêmicas financeiras vêm à tona, o filho é deserdado.

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