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Agricultura familiar baiana lidera ranking nacional da produção de caprinos

Pernil, costela, filé, carré e outros cortes já ganharam preferência no meio gastronômico. Delícia!

24 de julho - 2020 às 10h10
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SECOM Bahia

A Bahia ocupa o 1º lugar no ranking da produção nacional de caprinos e a segunda de ovinos, sendo 90% dessa produção da agricultura familiar. A caprino-ovinocultura tem um papel significativo para o desenvolvimento do rural baiano, com a diversificação da produção e a geração de emprego e renda para milhares de agricultores. Esse é um dos sistemas produtivos liderados pela agricultura familiar baiana, que, no próximo sábado, celebra o Dia Internacional da Agricultura Familiar (25 de julho), data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O grande potencial econômico e as mudanças nos hábitos de consumo tendem a abrir espaço aos produtos da caprinocultura de corte, que se destaca pela maciez, suculência e qualidade nutritiva de sua carne. Quando processada adequadamente, em cortes especiais resfriados e congelados, a carne tem forte apelo mercadológico.Referência no estado na produção de caprinos e ovinos, a Cooperativa Agroindustrial de Pintadas (Cooap) é uma das instituições da agricultura familiar que vêm se consolidando e proporcionando a mudança de vida e a melhoria da renda de 300 famílias produtoras de caprinos e ovinos do Território Bacia do Jacuípe. Os animais da Cooap são abatidos pela Frigbahia, Organização de Cooperativas e Produtores de Caprinos e Ovinos, e de lá as carnes são comercializadas com a marca Fino Sertão.

Economia sustentável

Pernil, costela, filé, carré, entre outros cortes de cabritos e cordeiros já ganharam o paladar e a preferência no meio gastronômico. A Bravo Burguer & Beer, considerada uma das melhores hamburguerias do país, por exemplo, utiliza a carne dos caprinos e ovinos da Cooap em seus estabelecimentos. Para o chef e dono da rede Bravo, Rafael Zacarias, saber da procedência do alimento que está sendo ofertado ao cliente faz toda a diferença. Ele observa que a valorização dos agricultores garante uma economia sustentável e um alimento limpo na mesa do cliente.

“Precisamos valorizar o que temos aqui no estado. Por que comprar de fora se temos boas carnes e tantos outros produtos de qualidade aqui na Bahia? Saber como o bode é produzido, como é o corte, como é o cuidado dos produtores rurais, nos dá a procedência do alimento. Tive a oportunidade de acompanhar e conhecer todo esse processo. Isso agrega valor ao produto e resulta no feedback positivo, que recebemos dos nossos clientes”, afirma Rafael.

Novo modelo de criação

Visando o aumento da renda de agricultores familiares que trabalham com a ovinocaprinocultura, o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Cooap e Frigbahia, criou o Programa de Integração Produtiva de Cordeiros e Cabritos Campo Indústria (Procampi). O programa apresenta um novo modelo de criação, onde o produtor vai abater o animal com 17 kg, com cinco meses de idade, com tecnologia do sistema de criação, oferecendo à indústria um produto com ainda mais sabor e qualidade.  Para isso, técnicos que prestam assistência técnica, por meio do projeto Bahia Produtiva, foram capacitados e estão levando o conhecimento para agricultores familiares de todo estado, que trabalham com ovinos e caprinos, ensinando como aumentar sua produção e, consequentemente, a renda.

Para o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, a caprino-ovinocultura baiana tem grande potencial. “Os investimentos se justificam, tanto do ponto de vista econômico, quanto social. Temos o primeiro maior rebanho caprino e o segundo maior rebanho ovino do país, onde pequenos ajustes nas tecnologias de produção podem multiplicar, até quatro vezes, a renda de quase 200 mil famílias, com impacto direto no PIB de muitos municípios do semiárido”, destaca.

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