bannerfull

Caso Beatriz: Promotor diz que crime pode ter motivação religiosa

Assassinato com requintes de crueldade pode ter sido motivado para atingir a instituição católica, onde ocorria a festa.

02 de maio - 2016 às 21h33
Caso-Beatriz-Promotor-diz-que-crime-pode-ter-motivao-religiosa

Redação iBahia

A morte de Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, assassinada durante uma festa no colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, pode ter motivação religiosa. A informação foi divulgada pelo Ministério Público (MP) da cidade, segundo o 'G1'. O promotor que acompanha o caso, Carlan Carlo da Silva, também disse que houve falhas da Polícia Civil nas primeiras horas da investigação do assassinato e que o crime pode ter sido motivado para atingir a instituição católica, onde ocorria a festa. “O fato do crime ter sido durante uma festa que havia a participação de 2 a 3 mil pessoas, numa festa gigantesca, dentro de uma instituição escolar com fundo mais religioso, aponta para essa possibilidade, de um crime que vem atingir uma instituição religiosa. Não significa que vai ser confirmado. Só podemos ter a confirmação chegando na autoria e ai poderíamos chegar numa motivação efetiva”, revelou o promotor ao site.

Em abril, a escola afirma que sete funcionários foram demitidos ao longo da investigação da morte da menina Beatriz Angélica Mota. Dentre eles, cinco são os funcionários suspeitos de envolvimento no crime, segundo informou o delegado Marceone Ferreira em uma coletiva.

Entenda o caso

A Polícia Civil acredita que pelo menos cinco pessoas participaram do assassinato de Beatriz Angélica Mota, 7 anos, morta dentro de uma escola em Petrolina (PE), na divisa com a Bahia. O crime também teria sido premeditado, e os suspeitos conheciam bem a escola, apontou o laudo da perícia local. A garota, que morava com a família em uma chácara em Juazeiro, na Bahia, foi encontrada em um depósito de material esportivo desativado, que fica ao lado de uma quadra de esportes onde acontecia uma solenidade de formatura. Ela foi esfaqueada 42 vezes no tórax, membros superiores e inferiores.

Ainda de acordo com o laudo da polícia, o crime não aconteceu no local onde o corpo de Beatriz foi encontrado na escola. "É dado como certo que a criança não foi morta onde foi encontrada. Ocorreu a execução do crime em um outro local da escola, e a criança foi transportada e jogada no depósito, atrás do armário", disse o delegado Marceone Ferreira, responsável pela investigação. Três chaves da escola sumiram 10 dias antes do crime, no dia 25 de novembro de 2015. Na ocasião, o molho de chaves foi passado por alguns funcionários da escola, que registraram o desaparecimento delas no final do dia, afirmou a polícia.

Elas dariam acesso aos portões internos e externos da escola. "Além disso, no momento do crime, toda a iluminação estava desligada. As lâmpadas da escola estavam todas apagadas nos corredores. Ou seja: visibilidade zero", disse o delegado. Isso dificultou a gravação das imagens das câmeras de segurança.

Comentários

netools comunicação digital
Sertão Baiano - Todos os direitos reservados © - 2019