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Grupo de Trabalho quer combater efeitos dos agrotóxicos na Bahia

Estudo da Anvisa aponta que 36% das frutas, verduras, legumes e cereais comercializados no Brasil são impróprios para o consumo humano ou trazem substâncias proibidas.

27 de março - 2014 às 08h44
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Foto ilustrativa

A Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, coordenada pelo deputado Marcelino Galo (PT), lança nesta quinta-feira (27) o Grupo de Trabalho de combate aos efeitos dos agrotóxicos. No evento, realizado na Assembleia Legislativa, haverá um debate sobre os impactos dessas substâncias venenosas no meio ambiente e na saúde do homem. De acordo com o petista, o objetivo é fomentar e estruturar o debate com a sociedade e os municípios, cobrar maior controle e monitoramento do uso desses pesticidas na produção de alimentos na Bahia e evitar a contaminação do solo, dos recursos hídricos e do trabalhador rural.

Líder no ranking do uso de agrotóxicos no mundo, o Brasil, segundo estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aumentou em 190% o comércio desses produtos no país entre os anos de 2000 e 2010. Apenas em 2010, segundo o órgão, o mercado nacional de agrotóxicos movimentou US$ 7,3 bilhões. Já o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que, a cada ano, cerca de 500 mil pessoas são contaminadas no Brasil por conta da presença dessas substâncias venenosas nos alimentos. Além de câncer, os agrotóxicos também podem causar alterações na puberdade e anomalias no desenvolvimento do feto durante a gravidez. Em outubro, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou que 36% das amostras analisadas de frutas, verduras, legumes e cereais estavam impróprias para o consumo humano ou traziam substâncias proibidas no Brasil.

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