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Paul McCartney fará show em Salvador em outubro

Apresentação, que comemora 50 anos do Sargent Peppers, será na Arena Fonte Nova!

17 de abril - 2017 às 09h53
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I Bahia / O Globo / CQ Brasil

O cantor Paul McCartney fará shows no Brasil em outubro, incluindo Salvador. A informação é do colunista Ancelmo Gois do jornal 'O Globo'. A apresentação na capital baiana vai ocorrer na Itaipava Arena Fonte Nova. As apresentações no país têm como objetivo celebrar os 50 anos do conceituado disco dos Beatles “Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band”, lançado em 1967. Ainda não há detalhes sobre preços e quando a venda dos ingressos será iniciada. 


Confira 10 curiosidades sobre o Sargent Peppers: 

Pioneirismo


Não é apenas a qualidade de Sgt Peppers que faz do álbum um dos mais conceituados (talvez o mais?) álbuns de todos os tempos. Há certas doses de pioneirismo extra-musical no trabalho também.  O disco foi o primeiro de rock a apresentar em sua capa as letras completas de todas as faixas. Além do mais, foi o primeiro LP a contar com uma capa dupla – o que se faz justificável dado o imenso trabalho na elaboração de sua arte grandiosa.
 


Personalidades de capa

A banda do Sargento Pimenta a qual o título do álbum faz referência está em evidência na capa, mas está longe de ser o único elemento de destaque da arte. Além dos quatro Beatles, uma série de personalidades de diferentes áreas faz companhia ao grupo na imagem. De Bob Dylan a Fred Astaire, passando pelo ocultista Aleister Crowley e o psiquiatra Carl Gustav Jung, são 70 nomes inclusos no trabalho de Peter Blake e Jan Haworth. Outros, como Jesus e Adolf Hitler, chegaram a ser modelados para aparecerem, mas acabaram excluídos da versão final.
 


Identidade oculta

Cansado da vida intensa e eufórica de um Beatle – e, portanto, o cotidiano de uma das maiores estrelas do planeta -, Paul McCartney concluiu, enquanto voava da Quênia rumo à Inglaterra após dias de férias no país africano: “vamos deixar de sermos nós mesmos”.  Assim nasceram os alter egos integrantes da Banda do Clube dos Corações Solitários – uma decisão que permitiria mais liberdade na criação e execução das músicas.

A ascensão de McCartney

A parceria Lennon-McCartney é, talvez, a mais conhecida e bem sucedida da história da música moderna. Mas, apesar de todas as músicas de Sgt Peppers serem assinadas pela dupla (com exceção de Within You Without you, de George Harrison), a grande força motriz do álbum – e, de certa forma, da banda naquele momento em diante – foi McCartney, que foi quem tomou a maior parte das grandes decisões relativas ao disco, como quais takes de gravações  seriam usados na versão final das músicas. Além disso, a ideia de ‘ocultar’ a identidade dos Beatles por trás da tal banda do Sargento Pimenta veio de sua cabeça. 
 


Conceitual ou não?

Apesar de induzir, da arte da capa à banda fictícia que dá nome ao álbum, Sgt. Peppers não é um disco conceitual. Na verdade, com exceção da faixa-título e With a Little Help from My Friends, todas as outras canções não mantém relação alguma com os personagens idealizados por McCartney. “Elas poderiam estar em qualquer outro disco”, disse John Lennon.


Capa icônica – e valiosa 

A arte de capa de Sgt Peppers é um ícone artístico, e o reconhecimento de sua relevância vem também pela indústria, que deu a Blake e Haworth um Grammy na categoria. Mas uma de suas versões é a queridinha do mercado de colecionadores. Lançada nos Estados Unidos no natal de 1967, a arte alternativa substitui os Beatles e as outras personalidades por executivos da Capital Records, gravadora do grupo na América do Norte. Cada uma das 100 cópias foi avaliada em 2011 em cerca de 70 mil libras, o que faz da capa a mais valiosa do mundo. 

Início de uma nova era

O disco marca o início de uma fase do grupo, que decidiu se retirar dos palcos após uma turnê derradeira em 1966. Uma das justificativas apresentadas pelos Beatles para não realizarem mais shows  foi que, tecnicamente, as apresentações eram lamentáveis – com o sistema de som da época, eles sequer conseguiam ouvir aquilo que tocavam, especialmente com a euforia do público. A complexidade intricada de Sgt. Peppers, de certa forma, pode ser vista como o reflexo da ausência de responsabilidade em reproduzir as músicas ao vivo.

“A necessidade era a mãe da invenção”

As limitações técnicas em termos de equipamento para reproduzir músicas ao vivo não ficavam restritas apenas aos palcos. Na Inglaterra, estúdios contavam apenas com mesas de 4 canais para gravações. Se hoje, com a tecnologia digital, é possível gravar uma infinidade de faixas/ camadas/ instrumentos e retocá-las separadamente, em 1967 a limitação era a regra. “A necessidade era a mãe da invenção”, escreveu em suas memórias George Emerick, engenheiro de som que acompanhou as gravações de Sgt.  Peppers. Escutar todos os arranjos no álbum é um mérito que vai além da qualidade musical do trabalho – o que fez do produtor George Martin, conhecido como ‘O quinto Beatle’ uma peça fundamental na confecção do disco. 

Um dia banido

Em meados de maio, o público britânico pôde conferir, pela primeira vez, uma pequena prévia de Sgt Peppers em um programa de rádio da BBC. Trechos de todas as músicas foram executados, com exceção de A Day In the Life, que, no dia anterior, fora banida pela transmissora, alegando referências à indução ao uso de drogas em trechos da canção. A alegação, porém, não era de toda infundada: o polêmico verso ‘I’d love to turn you on’ (‘adoraria te deixar ligado’, em tradução livre), estava, como admitiu Paul McCartney, estava dentro do contexto do Verão do Amor e principalmente, da filosofia lisérgica impulsionada a LSD de Timothy Leary, ícone da expansão da mente através do uso de agentes psicotróficos.
 


“Cuidado com os ouvidos”

Três dias após o lançamento de Sgt Peppers, Paul McCartney e George Harrison, acompanhados de suas respectivas namoradas, foram assistir a um show em Londres de um guitarrista americano que voltava à cidade com muita moral: Jimi Hendrix. Para a surpresa dos membros dos  Beatles – e de todos na plateia –, Hendrix abriu a apresentação com uma versão da música-título do álbum. “Foi uma das maiores honras da minha carreira”, escreveu Paul.

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