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Plantas são utilizadas na prevenção e tratamento de doenças em galinhas caipiras

Babosa, limão, dipirona, alho, mastruz, folhas e troncos de bananeiras... São alguns dos segredos para garantir a saúde da criação!

24 de maio - 2021 às 12h13
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SDR // Divulgação

Espécies medicinais e frutíferas, cultivadas nos quintais das famílias agricultoras, de municípios do Território de Identidade Piemonte da Diamantina, estão sendo utilizadas para prevenir e tratar doenças comuns às galinhas caipiras da região. O uso de plantas como babosa, limão, dipirona, alho, mastruz, folhas e troncos de bananeiras tem prevenido a contaminação das galinhas por doenças ou parasitas e evitado perdas nos plantéis.

Essa prática está sendo difundida pelo Pró-Semiárido, projeto de combate à pobreza rural do Governo do Estado, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola. Por meio do serviço de Assessoramento Técnico Contínuo (ATC), o projeto realiza visitas e capacitações rotineiras para estimular a adoção de práticas agroecológicas e medidas de biossegurança no manejo das criações, dentre elas, a utilização de insumos da própria propriedade familiar, para prevenir e tratar as doenças dos animais.

“A utilização de plantas medicinais ou frutíferas, cultivadas nos quintais das famílias, tem apresentado grandes resultados preventivos e, em alguns casos, até curativo, de doenças como o gogo das galinhas, além de parasitas internos (verminoses) e parasitas externos (piolhos)”, atesta Dilmo Sousa, coordenador da equipe técnica da Associação de Pequenos Produtores de Jaboticaba (APPJ), entidade de ATC conveniada ao Pró-Semiárido. 

Dilmo reforça que, para serem efetivas, as medidas precisam abranger todo o processo produtivo, desde a reprodução, incubação, eclosão, crescimento das aves, abate, produção de ração, até a exposição dos produtos. A vacinação pode ser feita de forma coletiva (via água nos bebedouros/pulverização) ou individual (injeção, gota ocular ou punctura na asa). “Além de possibilitar a proteção das aves, essa prática pressupõe a geração de produtos de qualidade e seguros aos consumidores”, acrescenta. 

Na prática – Para aprenderam a cuidar da criação utilizando as plantas de seus quintais, famílias agricultoras do município de Serrolândia participaram de prática experimental conduzida pela APPJ. Na atividade, os agricultores e agricultoras puderam tirar dúvidas sobre o tratamento de doenças e a vacinação dos animais, as melhores práticas de limpeza e higienização das instalações e a respeito da qualidade dos alimentos fornecidos às aves. 

Para a prevenção e o tratamento de doenças, Dilmo Sousa explicou que os insumos devem ser oferecidos, semanalmente, adicionados à água disponibilizada para as galinhas, após passar por um processo de maceração e/ou extração do líquido que compõe cada vegetal. As folhas e troncos de bananeiras podem ser oferecidos in natura para o consumo direto das aves, numa frequência de três vezes na semana. 

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