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Obra de R$ 13,3 milhões da Avenida Brumado vira alvo de críticas na Câmara após atraso na conclusão

A demora na conclusão das obras de reurbanização da Avenida Brumado voltou a gerar fortes críticas na Câmara Municipal de Vitória da Conquista durante a sessão desta quarta-feira (6). A intervenção, executada pela Empresa Municipal de Urbanização de Vitória da Conquista (Emurc) e orçada inicialmente em R$ 13.394.220,39, foi alvo de cobranças dos vereadores Ivan Cordeiro (PL), Cris Rocha (MDB) e Paulinho Oliveira (PSDB), que criticaram o ritmo da obra e os impactos causados à população.

Durante os pronunciamentos na Câmara, os parlamentares destacaram os transtornos enfrentados diariamente por comerciantes, moradores e motoristas. Entre as reclamações mais frequentes estão dificuldades de mobilidade, mudanças constantes no trânsito, poeira, lama em períodos de chuva e insegurança em trechos ainda abertos da drenagem. O presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, afirmou que a situação preocupa principalmente pela proximidade de novos períodos chuvosos, que podem comprometer ainda mais a estrutura da via e aumentar os riscos para a população.“A obra deveria ter sido concluída no ano passado e, até agora, a população continua convivendo com transtornos e insegurança”, declarou o vereador durante a sessão. 

O projeto é considerado uma das principais intervenções urbanas da Zona Oeste da cidade e prevê a requalificação de cerca de dois quilômetros da Avenida Brumado, com serviços de macrodrenagem, recapeamento asfáltico, implantação de ciclovia, pista de caminhada, nova iluminação, paisagismo e sinalização viária. A proposta da Prefeitura era transformar a avenida em um novo corredor urbano moderno, semelhante ao padrão adotado na Avenida Olívia Flores, um dos principais cartões-postais do município. No entanto, o prolongamento da obra tem provocado um cenário de desgaste político e insatisfação popular.

A obra foi iniciada após edital lançado em dezembro de 2023 e tinha prazo estimado de 16 meses para conclusão. Na prática, a entrega deveria ter ocorrido ainda em 2025, mas o cenário atual segue marcado por intervenções inacabadas e sem definição oficial de uma nova data para conclusão total dos serviços. Os recursos utilizados fazem parte do financiamento de R$160 milhões contratado pela Prefeitura junto à Caixa Econômica Federal, por meio do programa Finisa, voltado para obras de infraestrutura e saneamento. Enquanto o impasse continua, cresce a pressão por mais transparência sobre o cronograma da obra e pelos impactos financeiros provocados pela demora. Isso porque especialistas e parlamentares alertam que atrasos prolongados podem elevar significativamente os custos finais da intervenção, ampliando o peso sobre os cofres públicos.

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